Meu amor
Existe alguma coisa no seu quarto que não diga morte?
Que não digas: “eu não tenho sorte”
Entre eu e ela finda escolhe a culpa
Meu amor
Que não haja culpa
Visto que vida deve ser vivida.
Sai dele e vem
Traga sua vida,
Teu corpo...
Rubra boca vívida.
Vem sem medo e me explica
Dispa-se e descomplica
Quero ter teus seios
Ter teu sangue sem ferida
Que o fogo, firme e forte
Roube-nos a identidade.
Sem culpa, sem dor
Da individualidade à passionalidade,
É assim que se perde sem dor.
